Por que amamos o Batman?

Após a perda de seus pais, Bruce Wayne inicia sua jornada como um vigilante usando desde a básica intimidação; até técnicas avançadas de combate para fazer a diferença em uma cidade corrompida pelo caos. O Batman é um dos personagens mais conhecidos de toda ficção sua fama e popularidade abrange uma parcela muito grande, de pessoas, de todas as faixas etárias, mas você já se perguntou o porquê de tudo isso? Existem muitas razões para gostarmos do Batman, seja a mais simples e humana; a questão da perda de um ente querido; até a mais distante, um humano que conseguem se manter firme em meio a Deuses e situações impossíveis de vida ou morte.

Uma das frases mais sábias que já ouvi a respeito de arte é: “todo espectador é coautor da obra”, não importando quão universal a obra seja; todos vão ver algo de diferente. Com isso em mente pesquisei várias interpretações diferentes sobre o porquê gostamos do cruzado encapuzado, todas as interpretações eram de alguma forma diferentes; algumas profundas; outras superficiais, mas não encontrei algo parecido com minha visão e gostaria então, de compartilha-la.

Minha infância foi monótona, cresci em uma rua sem saída, raramente tinha amigos ou companhia, assistir filmes e séries era algo muito presente na minha rotina, dentre as histórias que eu mais gostava estavam os super heróis; e dentre eles o meu favorito era o Homem-Morcego. Quando eu olhava para o Cavaleiro das Trevas via algo além de uma figura de ação ou um simples super herói, dentro dele havia tristeza e solidão o que eu era bastante familiarizado. Mesmo cercado de pessoas da alta sociedade consequentes de seu alter ego; e amigos próximos como seu mordomo, Alfred, o vazio interno era claro e nada parecia aplaca-lo.

Envolto em trevas, tanto externas; quanto internas, mas ainda assim não se deixando abalar por vilões ou qualquer dificuldade que apareça; seu maior poder sempre foi a capacidade de encarar seu medos e seguir em frente, não importando se a luta é impossível de ganhar ou que vá se ferir no processo; ele sempre encontra uma maneira. O que de fato é realmente universal a respeito do anti-herói é o amálgama do que somos com o que queremos ser. Nele vejo algo familiar e humano, a tristeza, mas o mais importante é a mensagem de força e coragem para encarar meus medos diariamente, ao invés de sofrer na escuridão. Todos nós somos e podemos ser o Batman.

Não sou o Rhafael que você merece, mas sim o que você precisa.

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